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PALAVRA DO ENGENHEIRO | A CRISE DAS FINANÇAS E A SOLUÇÃO ARRASADORA

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SENGE critica as privatizações exigidas pelo governo Temer como contrapartida à adesão ao RRF: “atendem única e exclusivamente aos interesses de setores financeiros internacionais ávidos por lucros cada vez maiores e pela desnacionalização das nossas indústrias, da nossa tecnologia e da nossa Engenharia.” Leia na Palavra do Engenheiro dessa segunda-feira (19).

O reequilíbrio financeiro só será possível através de um conjunto de medidas que superem as “soluções” utilizadas até então, todas esgotadas sem ter produzido qualquer resultado prático, a não ser o aumento da dívida e aprofundamento da crise. É o que destaca a coluna Palavra do Engenheiro, publicada no jornal Correio do Povo dessa segunda-feira (19).

 

Diante da inabilidade de sucessivos governos de todos os partidos que já governaram o Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Engenheiros lembra que não só nenhuma gestão conseguiu implantar o necessário equilíbrio financeiro, como isso não foi alcançado nem mesmo no recente período de crescimento econômico.

 

Para o Sindicato dos Engenheiros, a proposta apresentada e defendida pelo Governo Sartori como sendo a única trata-se de apenas mais uma dessas “soluções” que não visam o futuro do RS e tampouco o reequilíbrio das finanças. “A solução de Sartori representa a continuidade da política adotada pelo governo Brito em 1998, ao vincular a renegociação da dívida com privatizações, dívida esta que, segundo o TCE, já estaria paga desde maio de 2013 se negociada em bases justas”, afirma o SENGE na publicação.

 

Ainda no texto, o SENGE aponta o caráter arrasador de tal “solução”, uma vez que “liquida com nossas empresas estratégicas nos setores de energia, saneamento e financeiro, e ratifica uma dívida com o governo federal sem questioná-la e sem fazer um encontro de contas verdadeiro com as desonerações e perdas decorrentes da Lei Kandir”.

 

A adoção de medidas de racionalização da estrutura pública para otimizar despesas, assim como o investimento em empresas estratégicas que possam ser utilizadas para alavancar o desenvolvimento do RS são alguns dos caminhos defendidos pelo SENGE. “É preciso gestão, assim como é preciso uma profunda revisão na política de concessão de incentivos fiscais, condicionando-os, de fato, às metas de geração de renda e de empregos formais no Estado”, destaca.

 

O Sindicato questiona, ainda, que futuro terá o RS quando, após as privatizações, o almejado equacionamento da dívida não chegar: “O que iremos vender? O território? ”.

 

Clique aqui e leia na íntegra a coluna Palavra do Engenheiro publicada nessa segunda-feira, dia 19 de fevereiro.

 

FONTE: SENGE/RS

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