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Cidade amiga do idoso: lugar para uma população que envelhece

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A população mundial envelhece e, com o fluxo atual, segundo relatório das Nações Unidas, haverá dois bilhões de idosos até o ano de 2050, o dobro do que existe hoje. De acordo com o relatório elaborado pela ONG HelpAge, aproximadamente, 12% da população mundial tem hoje mais de 60 anos, o equivalente a 901 milhões de pessoas; em 2030 será 16,5%, (1,4 bilhão de pessoas) e em 2050 chegará em 21,5%. Os idosos já são mais numerosos que as crianças menores de cinco anos e, em 2050, superarão os que têm menos de 15 anos, em mudanças demográficas que serão mais velozes nos países em vias de desenvolvimento, segundo o estudo. Essa “virada” na pirâmide etária exigirá alterações na infraestrutura dos centros urbanos, buscando adequá-los aos idosos, para uma cidade que atende a todos.

Atualmente, Porto Alegre é a capital do Brasil com mais habitantes de 60 anos de idade ou mais, com um percentual de aproximadamente 15%, conforme dados do Censo de 2010. Por conta disso, a cidade tem que estar alerta e preparada para o futuro, oferecendo estabelecimentos e atividades voltadas para todos seus habitantes. De acordo com o Conselho Municipal do Idoso de Porto Alegre (COMUI), criado em 2000 com o intuito de estabelecer diretrizes de políticas sociais para o idoso na cidade para um envelhecimento ativo e participativo, já foram realizadas diversas iniciativas na capital gaúcha, como casa lar do idoso, grupos de convivência, centro dia para o Idoso, programa de divulgação Casa Segura, vacinação para os idosos, programa Melhor Casa, eventos esportivos, culturais, recreativos e de lazer visando a educação para o envelhecimento ativo, o debate sobre o papel do idoso na sociedade, a promoção à saúde e a melhoria na qualidade de vida. Essas medidas demonstraram o comprometimento com essa problemática, proporcionando para Porto Alegre o título de cidade amiga do idoso em 2015.

 

Mesmo com todas estas iniciativas, o COMUI reconhece que ainda há muito a ser feito nesse meio. Diante disso, foi construído o Plano Municipal da Pessoa Idosa, que tem como objetivo definir políticas, responsabilidades e resultados a serem alcançados para uma melhor qualidade de vida para os idosos de Porto Alegre. O Plano, que é válido até 2018, possui 64 metas distribuídas em 14 órgãos, 8 programas estratégicos, 8 eixos temáticos e será o instrumento base para o controle social de projetos e ações voltadas para os idosos da Capital. Com o advento do Plano, construído com a participação de 15 secretarias, os benefícios devem ampliar tornando a cidade mais preparada para atender as necessidades da pessoa idosa. Também está sendo elaborado o Mapa do Idoso pelo Observatório da Cidade de Porto Alegre (ObservaPOA) e o COMUI, que irá conter as localizações de instituições, serviços e equipamentos voltados aos idosos que estão distribuídos por toda a cidade, mas que nem sempre são percebidos. O objetivo do mapa é facilitar a leitura espacial destinada aos idosos. A versão inicial deverá ser lançada até o final deste ano, já estando em fase de revisão dos dados disponíveis e georreferenciados até o momento.

Segundo Liane Bayard, do ObservaPOA, incentivar a qualificação do conhecimento do tema por território é um enorme passo para consolidação de políticas públicas mais certeiras ao atendimento aos idosos da cidade. “Acompanhar as políticas ligadas ao tema é fundamental. Divulgar ao máximo toda a trajetória das produções existentes disseminando as informações em todos ambientes propícios a discussão acerca desta temática são questões que certamente contribuiriam muito para a melhoria ao tratamento dos idosos no futuro de Porto Alegre”, comenta Liane.

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