RAFAELA RITTER - ARQUITETA

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Cheio de estilo, Alto de Pinheiros exibe nova arquitetura

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Profissionais imprimem sua maneira de enxergar a cidade e colaborar para a qualidade de vida dos moradores

Esqueça os muros altos e opacos, as grades, as portarias e guaritas tradicionais da cena paulistana. Graças a um novo movimento de arquitetos e urbanistas, morar na cidade de São Paulo está cada vez menos associado a arranha-céus e mais com a qualidade de vida dos habitantes, sem abrir mão da segurança e comodidade. Trata-se da arquitetura autoral, um estilo que já conquistou cidades do mundo todo e tem transformado bairros como Alto de Pinheiros, na zona oeste, um dos mais arborizados da capital.

 

Nesse modelo, arquitetos e urbanistas desenvolvem seus projetos levando em conta a personalidade e o histórico da região, ao mesmo tempo que contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos moradores do Alto de Pinheiros. Os novos empreendimentos não ultrapassam oito pavimentos, como determina o novo Plano Diretor, que restringe a altura dos prédios em zonas residenciais. “A área verde privilegiada do bairro já era destaque. Mas agora a estética moderna da nova arquitetura também está em evidência”, conta a administradora Aline Silva, que mora na região há dois anos.

 

Em sua individualidade, o Alto de Pinheiros traz parques, praças e bosques e tem uma história quase tão antiga quanto o próprio descobrimento do Brasil: o bairro teve origem em uma aldeia indígena em 1560. “É um sossego morar no Alto de Pinheiros. Vim para ficar mais perto do Parque e do Shopping Villa-Lobos, mas acabei tendo boas surpresas desde que me mudei”, diz. Contemplar o fim de tarde na Praça Pôr do Sol é uma delas.

 

Para o arquiteto Gabriel Freire, integrar o empreendimento ao bairro significa abraçar tudo o que ele representa. “E vai além do verde e do sossego”, acredita. Quando o Alto de Pinheiros foi projetado, em 1925, pela Cia. City, seguiu o exemplo do Jardim América e do Pacaembu – lugares ricos em arborização, com praças, canteiros centrais nas avenidas e calçadas ajardinadas. “Hoje, a Praça Panamericana e sua rotatória no centro do bairro são exemplos do urbanismo europeu em São Paulo, mas não se pode esquecer dos bares e restaurantes, museus, supermercados, empresas, clubes e escolas que se instalaram na região. Eles ajudaram a moldar a personalidade do bairro.”

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